sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MEMÓRIA

Se eu quero ser lembrado?

Sim, mas por aqueles que eu

Não cheguei a ver.


Eu também fui cego durante

A chuva que passava por mim

E caia como lagrimas de gesso.


Em cada chuva contém uma gota

Do meu desprezo pela multidão

Que eu fui e pelo riso que eu nem

Cheguei a ser.


E é na multidão do meu próprio

Riso que eu me busco, achando

Apenas a terra molhada que me banha.


E por onde eu não mais andei!

Nenhum comentário: