
Nascido no bairro do desterro, hoje Florianópolis, foi um poeta de genial sensibilidade e o precursor do simbolismo no Brasil.
Filho de escravos alforriados, recebe a educação de um senhor de engenho e já adulto trabalha na Central do Brasil.
Desde cedo convive com o preconceito, a repulsa por parte da sociedade(por ser negro) e por criar poemas até então “estranhos”, haja vista que o parnasianismo se encontrava(ainda) enraizado no Brasil.E dos parnasianos, os simbolistas receberiam a alcunha de “os novos”.
Escreveu Broquéis (1893, poesia), Faróis (1900, poesia), Últimos Sonetos (1905, poesia), Missal (1893, poema em prosa) e Evocações (1898, poemas em prosa com algumas passagens autobiográficas).
Por ter uma sensibilidade aguçada e o pleno domínio do poema foi apelidado de Dante Negro e Cisne Negro.
Viu a mulher e os quatro filhos serem ceifados pela tuberculose e veio a falecer em 1898, na mais completa miséria, tendo o seu corpo transportado em um vagão destinado a cavalos.
A vida do poeta é retratada por Raimundo Magalhães Junior em excelente biografia intitulada Poesia e Vida de Cruz e Souza.




