quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Cruz e Souza(1861-1898)




Nascido no bairro do desterro, hoje Florianópolis, foi um poeta de genial sensibilidade e o precursor do simbolismo no Brasil.
Filho de escravos alforriados, recebe a educação de um senhor de engenho e já adulto trabalha na Central do Brasil.
Desde cedo convive com o preconceito, a repulsa por parte da sociedade(por ser negro) e por criar poemas até então “estranhos”, haja vista que o parnasianismo se encontrava(ainda) enraizado no Brasil.E dos parnasianos, os simbolistas receberiam a alcunha de “os novos”.
Escreveu Broquéis (1893, poesia), Faróis (1900, poesia), Últimos Sonetos (1905, poesia), Missal (1893, poema em prosa) e Evocações (1898, poemas em prosa com algumas passagens autobiográficas).
Por ter uma sensibilidade aguçada e o pleno domínio do poema foi apelidado de Dante Negro e Cisne Negro.
Viu a mulher e os quatro filhos serem ceifados pela tuberculose e veio a falecer em 1898, na mais completa miséria, tendo o seu corpo transportado em um vagão destinado a cavalos.
A vida do poeta é retratada por Raimundo Magalhães Junior em excelente biografia intitulada Poesia e Vida de Cruz e Souza.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pena usada por José de Alencar



Esta é a pena com a qual José de Alencar escreveu seus últimos romances - Local:Casa de Cultura Josué Montello- São Luis-Ma.

Dyonélio Machado(1895-1985)






Nascido em Quaraí e de família pobre, foi poeta, contista além de romancista, abraçando em 1924 a profissão de médico, especializando-se em psiquiatria.
Sua obra-prima Os Ratos(1935) conta a história de Naziazeno, um funcionário público que se encontra envolvido em várias dívidas, além de ter um filho doente e passar fome.
Na narrativa, o autor critica a mesquinharia dos indivíduos que não medem esforços (ilícitos) para alcançarem seus fins e aborda a psicologia do protagonista de uma forma genial, através de grandes passagens de monólogo interior e terrorismo psicológico - vide a cena dos ratos no telhado.
Em 1935, a obra recebeu o prêmio Machado de Assis.
Além de Os Ratos, Dyonélio escreveu Um Pobre Homem (1927), Deuses econômicos (1966), O louco do Cati (1942), Endiabrados (1980), Fada (1982) e Ele vem do fundão (1982).


Emile Zola-(1840-1902)


Foi considerado o criador da literatura e do romance naturalista, influenciando, no Brasil, escritores como Aluísio Azevedo em O Cortiço.
Em muitos dos seus romances, trabalha questões como o terrorismo psicológico e o experimentalismo: Thérèse Raquin (1873), temas sociais e a zoomorfização: Germinal (1885) e em Do Romance, faz uma crítica das obras de Flaubert, Balzac e os irmãos Goncourt .Escreveu também: O crime do padre de Mouret (1875), A Besta Humana (1890) etc.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

James Joyce (1882-1941)



Conhecido como um dos pais do chamado romance de fluxo de consciência, Joyce revoluciona a literatura moderna por desenvolver em seus escritos alguns mecanismos como a ausência de pontuação, parágrafos longos e a exploração do inconsciente, o que se convencionou chamar de monólogo interior, solilóquio ou fluxo de consciência.
Nascido em Dublin- Zurique, foi batizado com o nome de James Augustine Aloysius Joyce e escreveu o livro de contos Dublinenses(1914), além dos romances Retrato do Artista quando Jovem(1916); Ulisses(1922) e Finnegans Wake(1939).
Sua obra- prima é sem dúvida Ulisses, que por abordar aspectos da psicologia humana foi censurado em vários paises.

Gustave Flaubert (1821-1880)



Gustave Flaubert nasceu em 1821 na cidade de Rouen, filho de Achille Flaubert, um médico generoso e honesto.Foi o grande precursor do Realismo, escrevendo em 1856 sua obra-prima Madame Bovary, que lhe causou problemas com a justiça da época.Escreveu em vida outros três romances: Salambô(1862), A Educação Sentimental(1869), A Tentação de Santo Antão(1871) e deixou como obra póstuma o romance Bouvard e Pécuchet.
Gustave Flaubert era conhecido por pesquisar a fundo os cenários que compunham os quadros do seus romances e demorava até 20 anos em pesquisas até escrever um livro.
Morreu em 1880 e em seu enterro compareceram pouco mais de 200 pessoas, entre elas seu amigo e discípulo Emille Zola.