sábado, 30 de agosto de 2008

FRASE.

Livros são como um espelho. Se um idiota olha nele, você não pode esperar que um anjo olhe de volta.

Arthur Schopenhauer

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

EXISTEM OUTROS POEMAS...(NÃO SÓ ESTE)


Existem outros poemas, tantos, muitos, não só este...

Que precisariam ser ditos.

Como eu te amo

por exemplo...

Existem outros versos

Que nunca foram ditos

Mas que existem:

Como eu te quero.

Pra ser exato...

Existem outras canções

Que existem, e que precisam ser

Sentidas:

Como nunca te esqueci

Pra ser sincero...

Existem muitas vozes

No ouvido, que sussurram:

Preciso de você

Pra ser mais franco...

Existem também outros sentimentos

Que precisam se mostrar

Como: te amo, te quero, nunca te esqueci,

e preciso de você.

Pra dizer a verdade.

Também existem muitos olhos

Que te vêm.

Pois “o teu rosto é um lindo desenho”.

Pra ser mais sério...

Existem muitos reinos e impérios, no

Peito, que reclamam tua ausência.

Pois tu és a “rainha”.

Pra ser mais tudo...

E existe um jardim que sofre

Sofre muito, sempre sofreu, e

Ainda sofre, por sentir falta

Da sua única flor:

Da “Azaléia”.

Pra ser exemplo...

Existem outros versos

E outras coisas...

MEMÓRIA

Se eu quero ser lembrado?

Sim, mas por aqueles que eu

Não cheguei a ver.


Eu também fui cego durante

A chuva que passava por mim

E caia como lagrimas de gesso.


Em cada chuva contém uma gota

Do meu desprezo pela multidão

Que eu fui e pelo riso que eu nem

Cheguei a ser.


E é na multidão do meu próprio

Riso que eu me busco, achando

Apenas a terra molhada que me banha.


E por onde eu não mais andei!

SONETO


O fundo do meu ser é rico e seco

De verbos fraturados e ossaturas

De versos carregados de lonjuras

Da multidão em paz do meu esterco.


A boca da minha alma não tem boca

Nem grita por um fim de mal preciso

A boca é um belo mártir do juízo

A alma é um pedaço de cruz roca.


No fundo desse ser que eu nunca tenho

Respira um dia torto igual verruga

Na dança dos meus meses odiados.


Chorei o Inferno todo num desenho

Da mesma peste cega que comunga

Meus versos como um sangue bem amado.

"Escuta o infinito".Nauro Machado

UM CÉU SEM SER.

Minha alma é um ser em si de escuro vento

Iluminada por meu sangue escuro

Minha alma é um céu de vale seco impuro

Adúltera sem pai nem testamento.


Sou vil buraco em que meu ser não cabe

Onde me tapo com meu ser de cuspo

Me cubro de lençóis em véu molusco

Sou trapo do meu ser e ninguém sabe.


Engulo hoje e sempre um céu sem Ser

Parado numa fonte má de Igreja

Sonhando hoje só com a própria urina.


Eu amo esta doença de viver

Vivendo na alma podre em cada esquina

Servindo os braços tristes na bandeja.

"Há pessoas que têm uma biblioteca como eunucos têm um harém."V. Hugo

SEM NENHUM AMANHECER

Eu canto na alma morta que inexiste

Insatisfeito, sujo e sem consolo

Existe apenas vinho em desconsolo

Que o próprio corpo acha que ainda existe.


Eu saio em desespero sempre em nada

Contando meu clamor em marca-passo

As horas dentro em mim são um compasso

Estendidas sem dó na minha cara.


Eu cuspo pelos cantos sem saber

Se o cuspo voltará com alguma nova

Ou fugirá de mim no próprio dedo.


Eu vivo sem nenhum amanhecer

E moro numa casa agora cova

Que eu decoro toda pelo medo.

FRASES

Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.


Padre Antonio Vieira