A mãe que me matou é a que mereço
Aquela que caminha nos meus ossos
Brindando um amanhã com meus destroços
É nessa mãe que eu sonho e me pareço.
O ventre de onde vim é um ventre vivo
Um túmulo sem marca nem passado
Eu quis me assentar e estou deitado
Deitado num luar de mim nocivo.
Pareço com alguém: nenhuma marca
Que atire sempre em mim: semente antiga
Que ouça meus invernos ao passarem.
Blasfemo sempre numa lua parca
Ausente de si mesma: mão amiga
Carente dos ouvidos a chorarem.
Aquela que caminha nos meus ossos
Brindando um amanhã com meus destroços
É nessa mãe que eu sonho e me pareço.
O ventre de onde vim é um ventre vivo
Um túmulo sem marca nem passado
Eu quis me assentar e estou deitado
Deitado num luar de mim nocivo.
Pareço com alguém: nenhuma marca
Que atire sempre em mim: semente antiga
Que ouça meus invernos ao passarem.
Blasfemo sempre numa lua parca
Ausente de si mesma: mão amiga
Carente dos ouvidos a chorarem.
Um comentário:
Estou sentindo falta de atualizações por aqui.....!
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